Categoria: Clube do Ateliê

  • O que aprendi com os métodos Bullet Journal e Segundo Cérebro

    Estamos sempre procurando o próximo método de organização, mas poucas vezes colocamos eles realmente em prática. Neste episódio eu vou falar um pouco sobre os métodos Bullet Journal e CODE, do livro Segundo Cérebro, meus aprendizados e o que eu levei deles para a vida.

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  • Dá pra aprender um idioma com o Duolingo?

    Você quer aprender um idioma, mas não tem certeza se o Duolingo é pra você? Neste episódio eu falo da minha experiência e do que eu aprendi até o momento sobre estudo de idiomas.

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  • O que aprendi sobre substack este ano (2025)

    São quase 10 meses usando o Substack e eu ainda não acredito na existência de uma rede social tão fantástica. [Leia mais]

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  • Leitura atual: Lifelong Learners, de Conrado Schlochauer

    Lifelong Learning é um dos conceitos mais importantes do mundo atual. Se você ainda não sabe do que se trata ou quer saber porque estou falando dele, vem ler e ouvir este episódio!

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  • Canva e Affinity: nossa nova suite criativa

    Olá, tudo bem? Eu sou Lorena Nogueira, professora e artista visual, e este é o Clube do Ateliê. Aqui eu falo sobre criação de conteúdo, artes, design, educação e tecnologias!

    Na última quinta feira, dia 30/10, teve a mais nova apresentação do Canva, que prometia muitas novidades. Eram também novidades da suite Affinity, aquela que foi comprada pelo Canva faz uns 2 anos. Se você não conhece, eles batiam de frente com a Adobe há anos com programas de vetores, diagramação e fotos. Eu sou usuária do Affinity Designer faz uns 4 anos mais ou menos e há uns 2 anos comprei a suite completa e não me arrependi de ter trocado a Adobe por eles, até porque a compra era única.

    Já o Canva é aquele nosso velho conhecido – inclusive aqui no podcast e nos meus posts – que oferece uma plataforma acessível e gratuita para criação de arte digital para quem é empreendedor ou criador de conteúdo em geral, seja online ou offline, como é o caso dos professores. Eu já disse em episódios e posts anteriores que “criar um design não te faz designer” e que a premissa do Canva de “design para todos” é algo que eu apóio, mas foi só depois de compreender melhor o meu próprio trabalho que eu cheguei a essa conclusão. Mas isso é tema para outra hora.

    Acontece que Canva e Affinity prometeram novidades e eu estava muito ansiosa, ainda mais como uma usuária e assinante das duas plataformas. Pra mim era muito importante assistir à apresentação. Apesar de ter chegado atrasada para a apresentação, eu preferi assistir do início e pular aquilo que eu achasse desinteressante. Foram poucas as coisas que eu precisei passar, pois teve muitas coisas interessantes nessa edição de novidades do Canva.

    Começando pelo Canva – plataforma online, web ou instalada, com versão para computador, tablet e celular para criação de Design – eles apresentaram novidades que estavam sendo solicitadas pelos clientes. Aqui vai uma salva de palmas para a empresa, pois eles realmente ouvem os clientes e tentam implementar os mais pedidos. Algumas das novidades principais foram: edição de vídeos mais profissional e possibilidade de criar uma newsletter visual direto da plataforma.

    Pausa para algumas observações: Se você é usuário e assinante do Canva deve saber que é possível postar nas redes sociais direto da plataforma. Também é possível criar um calendário de postagens. Eu acho essa função muito necessária para quem, como eu, não gosta de ter que entrar em cada rede para postar. Assim, me questionei se não seria possível também fazer o disparo das newsletters de dentro da plataforma.

    Resolvi então bater um papo com a IA do Canva e descobri que não é possível disparar os emails direto da plataforma. E, como boa curiosa, perguntei sobre as métricas para redes sociais e a IA me respondeu que existem alguns apps que podem ser conectados para fazer esse serviço. Acredito que agora com a criação de newsletter, em breve algum serviço de newsletter vai criar seu app para disparar direto da plataforma. No momento só é possível conectar com o Mailchimp pelo menu compartilhar, mas o disparo é feito de dentro da plataforma do Mailchimp. Fim das observações.

    Vamos agora voltar à apresentação.

    Com cada novidade trazida por eles fica claro onde querem chegar, ou melhor, eles mesmos explicitam seus planos ao divulgar o Canva como Creative OS, ou seja, um Sistema Operacional Criativo. Você compra essa ideia? Pois eu sim, eles inclusive já se tornaram, pra mim, uma etapa importante da minha jornada criativa.

    Mas porque isso é tão importante? Pra quem cria artes em grande quantidade, ter uma plataforma como o Canva dando suporte ajuda muito na criação. Você pode até pensar que grandes estúdios de design não vão nunca usar o Canva para criar uma arte, mas não se engane, é possível usar para automatizar uma publicação de redes sociais.

    Pensando nisso, tem uma situação que aconteceu com uma conhecida minha e que eu sempre lembro quando uso o Canva para meus clientes. Deve ter mais ou menos uns 2 anos que isso aconteceu, mas pra mim foi uma situação marcante. Ela trabalha com Marketing Digital e recebeu um cliente para criação de arte e copyright para as redes sociais. Primeiro retorno ao cliente foi a proposta das artes. Ao apresentar a arte, o cliente respondeu que não gostou e que não ia pagar por uma arte com cara de que foi feita no Canva.

    Isso nos leva a pensar: se foi feito no Canva ou não, faz alguma diferença? A pessoa que reclama teria feito melhor usando a mesma ferramenta? Se eu te peço uma arte e você não tem qualquer conhecimento de Design, que tipo de arte você vai criar? Será que você vai apenas pegar um layout pronto e replicar?

    A ferramenta nunca fez o bom profissional. Você pode dar a melhor câmera na mão de uma pessoa. Se ela não souber fotografar, as fotos vão sair péssimas, a menos que ela use o modo automático. Aí as fotos vão sair boas, mas podem sair com pouca qualidade. Assim como dar uma furadeira excelente na mão de alguém que não sabe usar pode acabar causando um estrago e não um trabalho minimamente bem feito.

    Se uma pessoa com conhecimento de design tem uma plataforma como o Canva em mãos, ela pode fazer grandes maravilhas. Eu mesma criei já diversas artes a partir deles, começando ou não com layouts prontos. Se você sabe o que está fazendo, esses layouts são apenas um ponto de partida para a criação. E, venhamos e convenhamos, nem sempre estamos com a criatividade lá em cima para criar em uma página em branco.

    Agora que fiz alguns comentários gerais sobre as novidades do Canva e sobre o uso do Canva, queria falar sobre o Affinity.

    Já falei no início que é uma suite de design; que tem três programas: Designer (vetores), Photo (fotos) e Publisher (diagramação); que bate de frente com a Adobe e que existem há anos. Ah, e que, diferente da Adobe, oferecem compra única e não mensalidade. Também falei que foram comprados pelo Canva há uns 2 anos, certo?

    E se eu te disser que a grande novidade é que agora ele é apenas um software com todas essas funcionalidades? E se eu te contar que o Canva está oferecendo ele totalmente gratuito para quem tem uma conta do Canva? E que se você for assinante, ainda tem a possibilidade de usar IA direto do programa para criar arte e editar fotos? Bem, tudo isso é verdade. Ainda não existe o app para iPad como os irmãos mais velhos dessa suite, mas para Mac e Windows já está disponível. Eu ainda não testei, mas já baixei.

    Era essa a grande novidade da Affinity? Sim. É ruim? Não. Oferecer a oportunidade de ferramentas mais robustas e totalmente de graça para todas as pessoas não só é a cara do Canva como também é muito útil para o profissional. Não me sinto ameaçada pelos não designers terem essa oportunidade, até porque existe campo para qualquer pessoa e o meu conhecimento não é o mesmo de uma pessoa que não estudou a área.

    É uma oportunidade para qualquer pessoa, é uma grande afronta para a Adobe. Mas no geral, todas as novidades foram muito boas para o público geral, pois vão permitir que mais pessoas tenham acesso a ferramentas de qualidade e possam criar suas artes sem a necessidade de um profissional qualificado e, às vezes, em um valor que um professor ou pequeno empreendedor não pode pagar.

    Essas foram as novidades do grupo Canva e essa é a minha opinião. Se você curte esse tipo de conteúdo, curte, compartilha e comenta. Vou adorar saber as suas idéias.

    Obrigada por ter ouvido até aqui!

    Nos falamos em breve!

    Até a próxima e tchau tchau!

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  • E as aulas de informática?

    Olá, tudo bem? Eu sou Lorena Nogueira, professora e artista visual, e este é o Clube do Ateliê. Aqui eu falo sobre criação de conteúdo, artes, design, educação e tecnologias!

    Dia desses eu li uma pesquisa sobre os jovens no mercado de trabalho e sua falta de conhecimento de comandos básicos de informática. Era uma pesquisa de 2023, mas que não está tão distante da nossa realidade atual. Na reportagem, uma empregadora dizia que os jovens não conhecem um simples copiar e colar. O que me fez pensar em uma questão fundamental: cadê as aulas de informática?

    Lembro que na escola pública eu não tive essa aula, nem mesmo língua estrangeira tinha na minha época, mas no primeiro ano na escola particular, na antiga 4ª série, eu tive aulas de informática. Juntando isso ao fato de que minha mãe era professora universitária e eu já tinha um computador em casa aos meus 8 anos de idade, pude ser uma criança com vasto conhecimento de informática. E gostei tanto que aqui estou seguindo por esse caminho.

    No Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio não tive mais aulas de informática, mas sempre usei computador em casa, então, pude me desenvolver. Na graduação de Pedagogia tive aula de Informática Educacional, ou seja, aprendi a ensinar informática aos alunos, mas o que vi na prática é que poucas eram as escolas que ofereciam esse tipo de disciplina.

    Hoje, 15 anos após me formar em Pedagogia, a realidade é bem preocupante: crianças, adolescentes e jovens adultos que não fazem ideia de como se liga um computador, se digita um texto ou como se imprime um documento.

    E com a entrada da robótica e salas maker no ambiente escolar, as aulas de informática foram cada vez mais diminuídas, como se uma coisa suplantasse a outra. Em meus 3 meses enquanto Analista de Tecnologia Educacional em uma escola privada da Zona Sul do Rio de Janeiro, vi muitas crianças sem qualquer desejo de assistir à esse tipo de aula, cujo único interesse era ficar nas redes sociais e batendo papo nos apps de mensagens.

    Todas essas coisas – experiência de vida e leitura de reportagens – me levou a questionar o que fizeram com as aulas de informática. Em um mundo em que precisamos cada vez mais lançar mão dos computadores, inteligências artificiais, tecnologias de ponta, o que acontece quando a gente retira uma parte importante desta cadeia? Bem, a realidade já está aí e ela não é nem um pouco favorável.

    Por isso, eu acredito que as aulas de informática devem retornar.

    A sociedade acreditou que não precisava, afinal, os jovens e crianças de hoje nasceram na era da informática, já nasceram com um celular na mão, só que eles não sabem usar nada além de um celular e esse é que é o grande problema.

    Não devíamos ter feito suposições sobre os conhecimentos intrínsecos, deveríamos ter continuado com as coisas como elas eram. Falta hoje muito conhecimento aos nossos jovens e ele só poderá ser aprendido se for ensinado.

    Assim, acredito que, junto com o ensino de IA, Robótica e Maker, é necessário o ensino de Informática básica e também, porque não, alguma linguagem de programação. Quanto mais cedo se aprende, mais conhecimento é possível adquirir. E também, mais fácil de fomentar a paixão dos jovens por essas áreas que são tão necessárias ao nosso futuro.

    E você, já tinha parado para pensar sobre isso? Sabia dessa realidade nada positiva? Me conte nos comentários!

    Espero que você tenha gostado deste conteúdo.

    Muito obrigada por ouvir até aqui e até a próxima!

    Tchau, tchau!

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